Blog Agility

Como minimizar uma Superfície de Ataque e melhorar a segurança

Como minimizar uma Superfície de Ataque e melhorar a segurança


À medida que as organizações dependem cada vez mais de sistemas e tecnologias digitais, elas se tornam mais vulneráveis ​​a ameaças cibernéticas. Entender o que é uma Superfície de Ataque e, principalmente, como minimizá-la, é, portanto, uma ação indispensável para proteger dados e ambientes, e evitar violações de segurança

Nesse post, veja o que trata a Superfície de Ataque e quais estratégias implementar para reduzi-las. Confira!

O que é uma Superfície de Ataque?

Uma Superfície de Ataque refere-se ao somatório de todos os possíveis pontos de entrada e vulnerabilidades, que podem ser explorados por agentes mal-intencionados para obter acesso não autorizado a sistemas, redes ou aplicações. 

Não inclui apenas recursos, como sites e servidores, mas também componentes como APIs, bancos de dados e até mesmo dispositivos de colaboradores. Quanto maior a superfície de ataque, maior é o número de pontos fracos que podem ser atingidos.

Vetores de ataque comuns

Os vetores de ataque mais comuns são:

  • Malware e Ransomware: tipo de software malicioso que pode ser introduzido por meio de anexos, e-mail infectados, sites comprometidos ou dispositivos USB. O malware pode conceder acesso não autorizado, roubar dados ou criptografar arquivos para resgate;
  • Ameaças internas: as ameaças internas são atividades maliciosas vindas de indivíduos que compõe a empresa e têm acesso autorizado. Essas ameaças podem incluir alteração de dados, roubo, sabotagem ou uso indevido intencional de privilégios;
  • Ataques físicos: os ataques físicos envolvem o acesso físico não autorizado a sistemas, dispositivos ou instalações. Os invasores, geralmente hackers, podem tentar roubar hardware, adulterar equipamentos ou obter acesso direto a áreas confidenciais.

Identificando a superfície de ataque

Identificar uma Superfície de Ataque não é necessariamente difícil, mas requer que os responsáveis pela TI cumpram com os seguintes pontos:

  • Fazer o inventário de ativos: isso amplia o controle sobre todos os componentes (sistemas, aplicações, hardware e dados) que podem sofrer ataques em algum momento. O inventário deve ser atualizado periodicamente, de preferência a cada mês;
  • Mapear a arquitetura de rede: ação necessária para identificar todos os pontos de entrada, conexões e canais de comunicação. Isso inclui redes internas, conexões externas e pontos de acesso remoto;
  • Analisar o fluxo de dados: essa etapa ajuda a avaliar onde os dados confidenciais são processados, armazenados ou transmitidos. É muito importante que os responsáveis pela TI adotem boas práticas de segurança em cada estágio da análise para proteger os dados.

O que fazer para reduzir a superfície de ataque?


Após identificar a Superfície de Ataque, será preciso que os responsáveis de TI apliquem algumas medidas estratégicas para reduzir as vulnerabilidades e aumentar a segurança. Abaixo, veja as práticas mais recomendadas:

  • Implementar diretrizes e padrões de codificação: essa estratégia vai ajudar a equipe a detectar erros facilmente e minimizar vulnerabilidades de codificação. Não só isso, melhorar a manutenção e legibilidade dos códigos, reduzindo sua complexidade;
  • Atualizar e corrigir sistemas regularmente: deve-se também atualizar softwares de todos os sistemas e aplicações. Isso vai ajudar a empresa a resolver vulnerabilidades já identificadas, e protege-se contra qualquer invasão;
  • Limitar o acesso: uma vez que o risco de ameaças internas existe, é importante que os líderes liberem acesso a dados, sistemas e aplicações, apenas quando os usuários precisam para cumprir suas funções e responsabilidades;
  • Fortalecer o sistema: configurar sistemas e servidores corretamente, bem como desativar serviços desnecessários e remover configurações padrão ou inseguras, também pode ajudar a empresa a reduzir a Superfície de Ataque e minimizar sua exposição às ameaças;
  • Seguir recomendações de fornecedores: a configuração de dispositivos de software, hardware e rede devem sempre seguir as recomendações dos fornecedores, de modo a implementar as boas práticas e garantir um ambiente seguro e robusto;
  • Gerenciar riscos de terceiros: deve-se ainda avaliar e gerenciar os riscos de segurança associados a vendedores e fornecedores terceirizados, conduzindo auditorias regulares e estabelecendo requisitos de segurança claros e objetivos em contratos.

É importante lembrar que reforçar a segurança é uma operação contínua e que precisa ser revisada e atualizada regularmente. Só assim a equipe de TI será capaz de lidar com ameaças e vulnerabilidades.

Exemplo envolvendo uma Superfície de Ataque

Imagine que você possui uma pequena empresa de comércio eletrônico que opera um site para vender produtos online. O site é hospedado em um servidor e os clientes podem acessá-lo para procurar produtos, adicionar itens ao carrinho e fazer compras. 

Nesse cenário, a superfície de ataque inclui o próprio site, o servidor que o hospeda, o gateway de pagamento e quaisquer outros sistemas ou componentes conectados à operação. Dessa forma, para reduzir a superfície de ataque, seu negócio pode implementar as seguintes medidas:

  • Garantir que o código de seu site seja seguro, seguindo boas práticas como atualização regular de software, uso de técnicas de codificação segura e realização de avaliações de vulnerabilidade;
  • Empregar fortes controles de acesso e mecanismos de autenticação, tais como implementação de sistemas de login seguros, aplicação de políticas de senha forte e autenticação de dois fatores.

Fora isso, a empresa também pode aplicar medidas de segurança de rede para monitorar e filtrar o tráfego de entrada e saída, como é o caso de firewalls e sistemas de detecção de intrusão.

Entender o conceito de Superfície de Ataque é o primeiro passo para manter uma segurança cibernética robusta. Ao identificar e analisar a Superfície de Ataque, as equipes de TI poderão tomar medidas proativas para mitigar os riscos e vulnerabilidades, e no caso de alguma invasão, atuar mais rapidamente para reparar os problemas. 

Entre em contato com a Agility e veja como solucionar os desafios de infraestrutura e segurança!