Blog Agility

Segurança de IA: como proteger agentes e escalar a inteligência artificial com confiança

Segurança de IA: como proteger agentes e escalar a inteligência artificial com confiança

Resumo do evento The Trust Layer – onde IA e Identidade se conectam para inovar com proteção, uma experiência da Agility + Palo Alto Networks.

Como proteger agentes de IA nas empresas? O primeiro passo é saber quais agentes estão em uso, quem responde por eles, quais dados e sistemas podem acessar e como suas ações serão monitoradas.

Esse foi o tema das apresentações de Fernando Matarese e de Gerson e Airton. Os conteúdos destacaram que a adoção da inteligência artificial precisa avançar junto com a segurança de IA, a gestão de identidades e a governança. Sem esses controles, a expansão de ferramentas e agentes pode criar pontos cegos e dificultar a identificação de riscos.

O que é identidade agêntica?

Identidade agêntica é a identidade atribuída a um agente de inteligência artificial para que suas ações, permissões e responsabilidades possam ser identificadas e controladas.

Assim como usuários e sistemas, agentes de IA podem acessar aplicações, dados e recursos corporativos. Por isso, as empresas precisam saber qual agente realizou cada ação, em nome de quem agiu e quais permissões utilizou.

Quando vários agentes compartilham chaves de API ou contas de serviço, fica mais difícil rastrear suas atividades. Identidades verificáveis ajudam a relacionar ações aos agentes responsáveis e apoiam auditorias e controles de acesso.

Por que a segurança de IA precisa acompanhar a adoção?

A IA já está presente em diferentes atividades empresariais, mas as equipes de segurança nem sempre têm uma visão unificada das ferramentas utilizadas. Soluções e controles distribuídos em silos podem dificultar a identificação de agentes, dados expostos e atividades fora do esperado.

Na apresentação de Fernando Matarese, o desafio foi resumido em perguntas práticas:

  • Quais ferramentas de IA e agentes estão em uso?
  • Que informações sensíveis podem ser compartilhadas em prompts e respostas?
  • Quem é responsável por cada agente?
  • A quais dados e sistemas ele tem acesso?
  • Como identificar e interromper uma atividade suspeita?

Responder a essas perguntas é parte da governança de IA. A empresa precisa conhecer seu ambiente antes de definir permissões, monitoramento e medidas de resposta.

Como proteger agentes de IA nas empresas

A proteção de agentes de IA combina controles de identidade, acesso e comportamento. Os principais pontos destacados nas apresentações foram:

  • Visibilidade: descobrir quais agentes existem e onde estão em execução.
  • Responsabilidade: identificar o responsável por cada agente.
  • Identidade única: atribuir uma identidade verificável a cada agente.
  • Privilégio mínimo: limitar o acesso aos dados e sistemas necessários para cada tarefa.
  • Monitoramento: registrar e analisar as ações realizadas pelos agentes.
  • Resposta a riscos: bloquear atividades suspeitas ou interromper acessos quando necessário.

Esses controles ajudam a responder não apenas o que um agente fez, mas também qual identidade utilizou e em nome de qual usuário agiu.

Governança de IA em etapas

A apresentação de Gerson e Airton propôs uma jornada de maturidade para proteger o uso de IA. O ponto de partida é descobrir as ferramentas e os agentes em operação. Depois, a organização pode criar um inventário, associar responsáveis e estabelecer controles para identidades e acessos.

Essa jornada pode incluir:

  1. Descobrir agentes de IA em diferentes plataformas e ambientes.
  2. Centralizar o inventário e identificar responsáveis.
  3. Atribuir identidades únicas aos agentes.
  4. Controlar permissões e limitar o acesso a recursos.
  5. Auditar atividades e entender as ações realizadas.
  6. Governar servidores MCP, com inventário, monitoramento e mecanismos de resposta.

A governança não precisa impedir o uso da inteligência artificial. Ela ajuda a empresa a avançar com mais clareza sobre os agentes em operação e os riscos que precisam ser tratados.

Segurança de identidade e segurança de IA integradas

As apresentações destacaram que a segurança de identidade é uma parte central da proteção de ambientes com IA. O material de Gerson e Airton trouxe o dado de que 83% das organizações sofreram pelo menos duas violações de identidade bem-sucedidas, segundo o 2026 Identity Security Landscape, da Idira by Palo Alto Networks.

O conteúdo também apresentou a Idira Identity Security Platform e sua integração nativa com o Prisma AIRS 3.0, reunindo segurança de identidade e segurança de IA em uma abordagem integrada. A proposta considera identidades humanas, de máquinas e de agentes.

Principais aprendizados sobre identidade e segurança

Para escalar a IA com mais confiança, as empresas precisam responder a quatro perguntas:

  1. Quais agentes estão em uso?
  2. Quem é responsável por cada agente?
  3. Quais dados e sistemas cada agente pode acessar?
  4. Como as ações dos agentes serão monitoradas e auditadas?

A identidade agêntica, a visibilidade e o privilégio mínimo ajudam a estabelecer essa base. Com esses controles, as organizações podem acompanhar a expansão da IA com mais responsabilidade e capacidade de resposta.

Perguntas frequentes sobre segurança de IA e agentes

O que é segurança de IA?

Segurança de IA reúne práticas e controles para proteger ferramentas, modelos, dados e agentes de inteligência artificial contra acessos indevidos, exposição de informações e atividades fora do esperado.

O que é um agente de IA?

Um agente de IA é um sistema que pode executar tarefas e interagir com aplicações ou dados. Dependendo de suas permissões, pode agir em nome de um usuário ou automatizar atividades dentro do ambiente corporativo.

Por que agentes de IA precisam de identidade própria?

Uma identidade própria permite identificar qual agente realizou uma ação, controlar seus acessos e registrar suas atividades. Isso melhora a rastreabilidade e facilita auditorias.

Como começar a governar agentes de IA?

Comece identificando quais agentes estão em uso, onde operam e quem responde por eles. Em seguida, defina identidades, permissões, monitoramento e processos para revisar ou bloquear atividades.

Qual é a relação entre segurança de identidade e segurança de IA?

Agentes de IA acessam recursos e realizam ações, portanto precisam de controles de identidade e acesso. Integrar esses controles à segurança de IA ajuda a acompanhar quem ou o que está agindo, com quais permissões e sobre quais dados.

A IA já está entrando na força de trabalho das empresas. Proteger essa evolução começa por conhecer e governar as identidades que ela cria.